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ignorância

Pedro Henrique Bagattini

Nós, aqui, do outro lado, temos a prepotência de chamar vocês de ignorantes

Quanta ignorância nossa de julgar vocês pela pobreza material

É tão fácil ‘fazermos’ dinheiro e ao mesmo tão difícil de compreender a simplicidade, a leveza, a alegria de viver e o amor ao próximo que vocês possuem

Simplicidade de ter apenas o necessário pra viver, sem acúmulos desnecessários

Leveza de estar com a natureza, viver em contato com a mãe terra

Alegria por estarem vivos

Amor ao próximo pelo simples fato de: amar o próximo. Somos todos irmãos

Chamá-los de ignorantes, quanta prepotência

Estamos ignorando o fato de que nós também não sabemos tudo

Enquanto zombamos deles, chamando-os de ignorantes, eles nos abraçam e dizem:

“Eu sei que sou ignorante, mas a vida é tão curta pra se preocupar com o que outro tem ou deixa de ter. No lugar disso, fico em paz com minha felicidade e espalho amor por todos os cantos que passo”

Quanto tapa na cara, de um povo ignorantemente pobre (em termos socioeconômicos), mas lin- damente rico (por dentro)!

O que você valoriza mais?

Fim deste poema. O ciclo continua.

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