Qual a primeira sensação Se eu te perguntar: “Como foi chegar até aqui?”
Sim, aqui! Neste exato momento, nesta fração de segundo!
Os anos passaram, memórias ficaram!
Momentos de alegria, amor E por quê não falar dos traumáticos?
Você já lidou com eles? Ou estão aí Perdidos em seu subconsciente Te consumindo de dentro pra fora?
Dói!
Dói perceber que Memórias mal interpretadas Dos 3, 6, 15 ou 20 anos Tem o poder de traumatizar para sempre
E então, Em algum momento a vida passa a perder a graça
Amizades não fazem mais sentido
O lindo dia azul
Passa a ser um lindo dia cinza
Você toma Remédios, Faz Terapias tradicionais Não tradicionais Tentando encontrar o lugar milagroso
Até que você escorrega E se conecta com o (des)conhecido
Aquele trauma que te dá náuseas Te faz chorar perder controle do seu corpo Das suas emoções
Te joga no chão Faz você querer voltar ao pó!
Alguns bebem Outros fumam Tem os que abusam de remédios Ou tiram sua própria vida
Apenas tentando esquecer Ou aliviar a dor Que esse (des)conhecido o faz sentir
Das cinzas, Surge a vontade de viver De (re)construir e poetizar
Compartilhar de um amor interno De uma vontade de viver
De abraçar o estranho do elevador
Questão de horas Dias Meses
Os ciclos se encerram E se iniciam
Como as roupas em uma lavadora moderna
Elas sobem Descem
Sobem Descem
Sobem Descem
Como o (des)conhecido Que te joga para baixo
Sem saber quando, como e por que
Toda descida, com uma perspectiva diferente
Até que você chega no fundo do poço Você já esteve em alguns parecidos
Mas, nem todas as subidas são as mesmas
O degrau não é o mesmo
As pedras não são as mesmas Os ajudantes não são os mesmos
VOCÊ não é mais o mesmo
Me pergunto, até quando precisarei subir e descer como uma roupa na lavadora?
um lado de mim responde: no final do ciclo você estará limpo sem cascas cheiroso E brilhando sua luz pelo mundo!
E o outro eu indaga: Vai demorar? Estou ficando sem paciência!
